Skip to content

Quem movimenta o Brasil não caminha só” 

Depoimentos

A linha do tempo da LOGÍSTICA BRASIL: uma história de diálogo qualificado, técnica e persistência

Propósito, dedicação, trabalho árduo e muita persistência: foram muitos os momentos importantes e muitas as pessoas que apoiaram a Associação para que ela pudesse chegar até aqui.

A LOGÍSTICA BRASIL é uma entidade do diálogo. Resolver pelo diálogo é sempre o objetivo maior, pois, quando funciona, resolve de forma mais rápida e eficiente; e mesmo quando não dá resultados, ainda assim qualifica a leitura do cenário e ajuda a refinar os próximos passos. Nenhum diálogo é em vão.

Mas infelizmente nem sempre o diálogo resolve, porque nem sempre o outro lado quer fazer a coisa certa. Quando ele se esgota sem resultado, havendo certeza de que a associada ou o setor tem o bom direito ao seu lado, a LOGÍSTICA BRASIL não aceita o “não” como palavra final: ela continua até fazer valer esse direito, escalando a discussão para a instância que for necessária, não importando quanto tempo leve ou quantas frentes isso exija.

Não é beligerância. É trabalho sério, feito para defender o bom direito das associadas e do setor — a diferença é que a Associação não desiste diante da primeira resposta negativa, como tantos acabam fazendo. Por lealdade, não se deixa ninguém para trás.

E não são raras, aliás, as vezes em que empresas e entidades que não conseguiram avançar sozinhas em seus diálogos procuram a entidade para seguir adiante. Nenhuma fica para trás, obviamente, quando tem o bom direito ao seu lado, e quando esse bom direito é importante para o interesse público e coletivo.

É esse equilíbrio entre diálogo e persistência que define, até hoje, o jeito LOGÍSTICA BRASIL de atuar.

Representar interesses coletivos é uma função social, ainda que exercida por uma entidade privada. A LOGÍSTICA BRASIL leva isso a sério — e é por isso que explica, com transparência, como atua: não é uma formalidade, é uma prestação de contas com quem representamos e com a sociedade.

A LOGÍSTICA BRASIL começa a ganhar forma em 2013, a partir de uma análise crítica das fragilidades do setor logístico brasileiro. Na época, André de Seixas, hoje Diretor-Presidente da entidade, identificou práticas de mercado que prejudicavam seriamente a eficiência operacional de embarcadores, exportadores e importadores.

O setor vivia um momento de instabilidade: havia lacunas regulatórias evidentes, e os serviços prestados por armadores e terminais portuários eram insuficientes. Muitas empresas, no entanto, temiam retaliação ao questionar essas práticas — o que reforçava ainda mais a necessidade de uma resposta coletiva e organizada. Foi nesse cenário que André começou a publicar artigos de crítica dura em sites especializados do setor. Os textos foram amplamente lidos e comentados: os profissionais que conviviam diariamente com essas mazelas se identificaram com o conteúdo, que lhes trazia, pela primeira vez, alguma esperança de mudança.

Com uma extensa rede de contatos no setor — um mailing list que somava milhares de e-mails —, André passou a escrever artigos com críticas severas à ausência quase total de regulação, apontada como a origem da inércia do Estado-regulador em proteger minimamente as empresas que dependiam da infraestrutura portuária nacional e do transporte marítimo. Os disparos quase diários desses artigos foram uma inovação e um sucesso imediato: os próprios destinatários passaram a pedir que outros colegas fossem incluídos na lista.

Percebendo que esse movimento havia encontrado eco em um setor que já não suportava mais a situação, André decidiu, no final do primeiro trimestre de 2013, criar o UPRJ (Site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro), para que os artigos alcançassem um público ainda maior — incluindo autoridades. Os disparos de e-mail, porém, continuaram em ritmo intenso.

Ficou claro, no entanto, que disparar mensagens e manter um site não seria suficiente. Era preciso reunir todas as reclamações e os problemas apontados nos diversos artigos e levá-los a um órgão de controle externo, capaz de efetivamente equacionar esses gargalos. Assim, no final de 2013, foram protocoladas três importantes denúncias ao Ministério Público Federal (MPF), em nome de André de Seixas, com o objetivo de pôr fim às lacunas regulatórias que envolviam armadores e terminais do segmento de contêineres — lacunas que atingiam diretamente a massa de empresas embarcadoras, exportadoras e importadoras. Foram denúncias robustas, com milhares de laudas de informações e provas cuidadosamente reunidas, fruto de 90 dias de trabalho até a entrega ao MPF.

As denúncias foram amplamente divulgadas por e-mail e pelo site UPRJ, e o movimento ganhou respeito e visibilidade. O site chegou a quase 1 milhão de page views, e as informações ali reunidas começaram a se popularizar. Os profissionais do setor passaram a enxergar o UPRJ como uma ferramenta capaz de dar alcance à voz de muitos — e políticos e autoridades começaram, enfim, a se interessar pelo conteúdo.

Com essa visibilidade, o movimento ganhou um espaço importante no Jornal Valor Econômico, que conferiu seriedade ao trabalho e chamou também a atenção de jornalistas das mídias gerais e tradicionais.

Há quem diga que a Associação nasceu de um site, de um blog. Não é bem assim. A entidade nasce do inconformismo; nasce do respeito às empresas e aos profissionais que se esmeravam para obter seus melhores resultados e eram lesados pela ausência de regulação — pela terra sem lei que era, então, o setor. O site foi apenas a ferramenta que deu propagação a essas mazelas.

O ano começa com a adesão de Euzi Duarte Martins, hoje Diretora-Executiva da Associação, ao movimento. É justamente nesse ponto que a ideia de fundar uma associação começa a ganhar corpo, como será visto adiante.

Um fato importante aconteceu em 2014 e mudaria de vez a história do setor. Para modernizar a fiscalização de grandes obras, o Tribunal de Contas da União (TCU) começou a projetar uma grande reestruturação, que passou pela extinção das divisões gerais de engenharia (Secobs), substituídas por secretarias especializadas. Assim, foi publicada a Resolução TCU nº 266, de dezembro de 2014, criando a unidade SeinfraPortoFerrovia, o que permitiu que os auditores se concentrassem em contratos complexos de logística e concessões, superando o modelo genérico anterior.

Essa reestruturação, porém, não começou com a publicação da resolução. As equipes do TCU já buscavam temas para embasar as auditorias da futura reestruturação quando encontraram o site UPRJ. Um auditor entrou em contato com André de Seixas e perguntou se ele desejava reunir todos os temas tratados no site — incluindo as representações já feitas junto ao MPF — e formalizá-los como denúncia junto à ouvidoria do TCU. Como os sistemas da época eram arcaicos se comparados aos atuais, com limites severos de tamanho de arquivo, André levou mais de cinco dias inserindo as milhares de laudas no canal de denúncias do TCU.

Um fato curioso: como se tratava de uma reestruturação, as novas secretarias precisavam se firmar, trazendo temas relevantes que tornassem suas auditorias mais robustas e eficientes. Verificada a seriedade das denúncias e das informações levadas à ouvidoria — já convertidas em processo —, os próprios auditores do TCU passaram a buscar novos temas junto ao Diretor-Presidente. Isso foi dando corpo ao movimento, e trazendo às pessoas a certeza de que ali se realizava um trabalho sério, com o propósito de promover mudanças infraestruturantes para o setor.

Voltando à adesão de Euzi ao movimento: a ideia dela sempre foi formar uma associação que de fato se propusesse a mudar o panorama de ausência de regras no setor. Assim, no primeiro semestre de 2014, foi formalizada a criação do Comitê Provisório para a criação da Associação, marcando o início de uma fase de trabalho intenso que rapidamente conquistou visibilidade e credibilidade no mercado.

Um acontecimento importante: em 4 de julho de 2014, ainda em formato de Comitê Provisório, o grupo realizou sua primeira reunião com a ANTAQ. Na pauta, a regulação de terminais e armadores. O trabalho intenso começava a dar resultado — André foi recebido pela diretoria da Agência e por mais de 20 servidores, entre gerentes e superintendentes, na sala de reuniões da Diretoria-Geral. Foi uma resposta importante, no sentido de confirmar que o caminho escolhido estava correto: o regulador começava a enxergar o vácuo regulatório existente. Dessa reunião nasceu a primeira Agenda Positiva entre a Agência e os usuários — um momento histórico que renderia muitos frutos.

O movimento começa a ganhar mais corpo, participando ativamente de audiências públicas, articulando-se institucionalmente e levando os problemas enfrentados pela carga às diversas autoridades e órgãos públicos — o que lhe rendeu apoios importantes, inclusive das mídias gerais e especializadas. A carga começava a ganhar voz!

Outro acontecimento importante: ainda como Comitê Provisório, o grupo atuou fortemente sobre a Resolução ANTAQ nº 3.274, de 6 de fevereiro de 2014 (atual Resolução ANTAQ nº 72, de 30 de março de 2022), que dispõe sobre a prestação dos serviços de movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral em instalações portuárias públicas e privadas — obtendo vitórias importantes para os usuários.

Um feito inédito no país: o Comitê Provisório derrubou aumentos abusivos de preços praticados por um dos terminais de contêineres do Rio de Janeiro, levando a ANTAQ a obrigá-lo a devolver aos importadores milhões de reais pagos a maior em armazenagem.

Foi um período de grande importância, de resultados relevantes e de consolidação de uma ideia com propósitos fortes, que ganhava cada vez mais a forma de uma entidade representativa. Na prática, o Comitê fez o que muitas entidades tradicionais não fizeram em anos.

De fato, quem realmente desejava criar uma associação era Euzi, atual Diretora-Executiva. André de Seixas carregava apenas a vontade de mudar o setor e, para ele, bastava o que já havia sido feito — afinal, aquelas ações já haviam rendido muito desgaste e tomado muito tempo de sua vida profissional, que naquele momento vivia um período conturbado: os escândalos de corrupção da Lava Jato traziam impactos para o setor e para sua vida profissional, com clientes retraindo negócios. Mas Euzi insistia em criar uma associação.

Em dezembro de 2014, a entidade foi formalmente constituída durante a Assembleia Geral de Fundação (AGF), realizada na Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio de Janeiro (BGARJ), na cidade do Rio de Janeiro. Euzi articulou todos os movimentos necessários para que a entidade fosse criada.

Foram necessárias duas AGFs: mesmo havendo quórum suficiente e qualificado na primeira, não foi possível preencher os cargos de Presidência e Vice-Presidências, conforme exigia a proposta de estatuto social. A atual Diretora-Executiva não desistiu e se movimentou para a segunda AGF, que também reuniu quórum suficiente e qualificado — e nela conseguiu convencer André a assumir o cargo de Diretor-Presidente, prometendo estar ao seu lado como Diretora-Executiva. Tomada essa decisão, os demais profissionais do setor presentes se dispuseram a assumir os cargos restantes, atendendo às exigências legais da proposta de estatuto.

Em 17 de junho de 2015, ocorreu o deferimento e o registro do Estatuto Social da LOGÍSTICA BRASIL pelo Registro Civil das Pessoas Jurídicas (RCPJ) — o chamado Registro de Associação, ou Registro do Ato Constitutivo —, momento em que foi conferida personalidade jurídica à entidade, cuja primeira denominação social foi Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (USUPORT-RJ).

A partir desse ponto, foram formalmente iniciadas suas atividades, a princípio com foco no fortalecimento do setor logístico fluminense, ainda que já tratando de questões relevantes em âmbito nacional.

Quem pensa que 2015 se resumiu à criação da Associação está muito enganado. Resultados sólidos e importantes do trabalho já começavam a aparecer.

Ainda em 2014, percebeu-se que, para resolver os gargalos do setor, seria necessário dialogar diretamente com quem decide. Como portos e transportes aquaviários estão no rol de competências privativas da União, e como a regulação é feita por agências reguladoras federais — ou seja, praticamente todas as decisões para as mudanças pretendidas, incluindo as leis, dependiam de Brasília —, a Associação passou a atuar de forma sistemática na capital do país a partir de 2015, com presença constante e agendas firmes e consistentes, mesmo com um orçamento muito limitado.

Existia um vácuo de representatividade dos usuários embarcadores, importadores e exportadores em Brasília, e a Associação preencheu esse espaço de forma eficiente.

2015 foi um ano de muitos resultados locais. Às vésperas das Olimpíadas na cidade do Rio de Janeiro, decisões impuseram restrições aos acessos aquaviário e rodoviário ao porto do Rio — seja em razão dos treinamentos das competições de vela, seja pelo impacto na mobilidade urbana da cidade, sobretudo na Avenida Brasil. A Associação teve papel central na solução desses problemas.

Ainda em 2015, a ANTAQ abriu a primeira audiência pública para a construção da norma que regularia os armadores do segmento de contêineres — ou seja, a norma de direitos e deveres dos usuários. Uma segunda audiência seria necessária em 2016, como será visto adiante.

Este é apenas um resumo, porque 2015 foi mais um ano de muito trabalho, de resultados concretos e de curvas de aprendizado e de maturidade em franco crescimento.

A denúncia feita ao TCU em fevereiro de 2014 deu seus frutos. Dois anos depois, em junho de 2016, ela se transformaria em uma das vitórias mais importantes da história da Associação: depois de acompanhamento constante e de sucessivos peticionamentos técnicos para fortalecer o processo (TC 004.662/2014-8), o TCU determinou que a Antaq passasse a regular armadores — nacionais e estrangeiros — e terminais portuários. Foi uma decisão histórica e inédita, cujos efeitos seguem vivos hoje em diversos normativos da Agência Reguladora, beneficiando milhares de empresas donas de carga em todo o país.

O segundo marco de 2016 chegou em julho, e trouxe consigo um novo rosto para dentro da entidade. A Posidonia Shipping — companhia de navegação genuinamente brasileira, então em franco crescimento — associou-se à LOGÍSTICA BRASIL, e com ela veio seu CEO, Abrahão J. Salomão. Suas contribuições técnicas se mostrariam decisivas no combate à concentração de mercado na navegação de cabotagem, marcando um ponto de virada: a curva de aprendizado técnico da entidade deu um salto, e a qualidade de sua atuação cresceu junto.

O ano ainda reservava mais movimento. A Antaq reabriu a Audiência Pública sobre a norma de direitos e deveres dos usuários, e a Associação apresentou uma contribuição com mais de 80 páginas – técnica, robusta e muito bem fundamentada — que amplamente aproveitada pela Agência.

Encerrando um ano de trabalho intenso e resultados concretos, a Associação viveu um momento especial, que contribuiu para sua consolidação, ao conceder entrevista a uma grande emissora de TV, a GloboNews, falando sobre a regulação dos armadores.

Como o objetivo é resumir uma história longa de muito trabalho, resultados e avanços, é necessário trazer apenas alguns temas dentre os muitos tratados pela Associação em suas demandas.

Um acontecimento muito importante: em dezembro de 2017, toda a luta que a Associação travou para que a ANTAQ regulasse os armadores estrangeiros e nacionais — principalmente no segmento de contêineres — deu seu primeiro grande resultado. Foi publicada pela Agência, no Diário Oficial da União, a Resolução Normativa nº 18, de 21 de dezembro de 2017 (atual Resolução ANTAQ nº 62, de 29 de novembro de 2021). Uma norma histórica, tratada por especialistas como uma das melhores normas on paper do mundo, e que atualmente começa a ser utilizada pelas empresas usuárias contra as diversas externalidades causadas, principalmente, por armadores estrangeiros do segmento de contêineres.

Nesse período, muitos resultados começaram a acontecer e a Associação ganhou projeção nacional. O crescimento das demandas e os resultados alcançados mostraram que a estrutura regional já não comportava a escala das pautas. Expandir a Associação tornou-se, então, uma necessidade estratégica para representar com eficiência os usuários de transportes em todo o país.

Uma denúncia feita contra a lentidão da Anvisa em 2015 surtiu efeito. A Agência implantou o registro de licenças de importação sobre o veículo transportador e, em 2019, a gestão de riscos. Para se ter uma ideia, na véspera da entrada em funcionamento da gestão de riscos, a Agência registrava 11 mil licenças em atraso — número que caiu para pouco mais de 500 em quatro dias. Esse movimento da Associação gerou, segundo análise de resultados da própria Anvisa, uma redução de quase R$ 3 bilhões em custos de armazenagem para os importadores. Esse valor não inclui as sobre-estadias de contêineres nem as despesas de energia elétrica para unidades frigorificadas.

A Associação também passou a frequentar o Congresso Nacional, ampliando ainda mais sua atuação em Brasília e criando as bases para a construção de suas próprias Relações Governamentais — um trabalho complexo e estratégico, que ampliou as curvas de aprendizado e maturidade da entidade.

Neste período, muitos resultados começaram a acontecer e a Associação ganha projeção nacional. O crescimento das demandas e os resultados alcançados mostraram que a estrutura regional já não comportava a escala das pautas. Expandir a Associação tornou-se uma necessidade estratégica para representar com eficiência os usuários de transportes em todo o país.

 

Em 8 de junho de 2020, mesmo em meio à pandemia, a entidade alcançou um marco histórico: em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE), foi aprovada a mudança de denominação social para LOGÍSTICA BRASIL – Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística, consolidando sua atuação em escala nacional.

A virada de chave: a mudança da denominação social e a expansão para o âmbito nacional foram, sem dúvida, marcos importantes na trajetória da Associação. Mas o grande divisor de águas veio com a reforma do Estatuto Social.

A partir de uma proposta que partiu das próprias associadas, e aprovada por unanimidade, o cargo de Diretor-Presidente passou a ter autonomia decisória, sem a necessidade de convocação de assembleias, conselhos ou qualquer outra instância deliberativa.

Essa evolução tirou as amarras que tanto travam as entidades, possibilitando agilidade decisória e permitindo responder com ainda mais eficiência às demandas das associadas e do mercado em que atuam.

Obviamente, 2020 não se resumiu a isso. Muitos trabalhos iniciados em anos anteriores deram frutos, e assuntos legislativos importantes para o setor e os usuários estavam em curso no Congresso Nacional: o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 30/2020 (decorrente da MP nº 945), que retirava dos usuários o direito à modicidade de preços previsto na Lei dos Portos, e o Projeto de Lei nº 4.199, de 2020, enviado pelo Executivo com urgência constitucional à Câmara dos Deputados — o que trancava a pauta das casas legislativas caso não fosse votado no prazo máximo de 45 dias. Tudo isso em meio à pandemia, o que obrigou a diretoria a viajar em meio a riscos desconhecidos e ao caos que se instaurou no Brasil e no mundo.

Este foi um período muito especial: exatamente a metade da vida da Associação até aqui. A pandemia ainda afetava o Brasil e o mundo, encerrando-se o ciclo apenas em maio de 2022. Ainda assim, a LOGÍSTICA BRASIL transformou a maturidade conquistada nos anos anteriores em ainda mais resultados concretos — e foram muitos, que podem ser conferidos aqui no site, nas redes sociais da Associação e nas mídias.

Destacam-se alguns: a Avenida Portuária, principal acesso ao Porto do Rio, foi inaugurada; o SGAD — sistema de acesso de pessoas e veículos aos portos organizados do Rio de Janeiro — foi implementado após uma luta de seis anos da Associação; houve atuação decisiva na Lei do BR do Mar contra a cartelização da navegação doméstica; e foi garantida a manutenção da modicidade de preços para os usuários na Lei dos Portos. No TCU, a Associação ampliou sua credibilidade técnica: suspendeu regras anticompetitivas de afretamento e viu sua denúncia sobre sobre-estadias surtir efeitos.

E não parou por aí. No Rio de Janeiro, a entidade mobilizou-se junto ao Congresso, ao STF e às mídias contra a ADPF das Favelas. Em trabalho conjunto, evitou restrições ao tráfego de caminhões na Avenida Brasil com a entrada em operação do BRT Transbrasil. Atuou no PL 733/2025 e articulou o PLP 73/2025, que trata do orçamento das agências reguladoras. Atuou também em conjunto com outras entidades e com a Marinha do Brasil para a derrubada do Art. 27 do PL 3.899/2012 (Projeto de Lei da Economia Circular) na Câmara dos Deputados — dispositivo que traria severos prejuízos à navegação brasileira, encarecendo os fretes na ordem de bilhões de dólares. Ajuizou, ainda, Ação Civil Pública contra a renovação antecipada da concessão da FCA, e participou de diversas audiências públicas no Congresso. O período se encerrou com a Associação como interlocutora reconhecida no leilão do Tecon Santos 10.

Mas o grande destaque deste período — que marca também a metade do caminho até aqui — foi a festa de 10 anos da Associação, em meados de 2025. A LOGÍSTICA BRASIL recebeu Moção de Aplausos da ALERJ e placas de diversas entidades, em uma celebração que reuniu pessoas que fizeram parte de sua história. Foi um momento maravilhoso e inesquecível.

O ano de 2026 começou a todo vapor: três novas diretorias foram criadas na estrutura da LOGÍSTICA BRASIL, trazendo profissionais experientes e reconhecidos por suas competências nos setores em que atuam — o que trouxe ainda mais qualidade ao trabalho da Associação.

Comércio Exterior e Aduanas — Diretora Célia Regina Gomes

Objetivo: fomentar a competitividade por meio de forte representação técnica, com a modernização do ambiente aduaneiro, simplificação de processos e ganhos de eficiência e redução de custos.

Petróleo, Gás e Energia — Diretora Amanda Pires

Objetivo: buscar segurança jurídica, transparência e competitividade, com foco na eficiência do descomissionamento de plataformas e na sustentabilidade fiscal do Repetro. 

Logística e Infraestrutura — Diretor Delmo Pinho

Objetivo: participar ativamente de audiências públicas e processos licitatórios, acompanhando contratos e investimentos para assegurar um ambiente regulatório equilibrado e transparente.

Foi também neste ano que a Associação realizou seu primeiro serviço social, conduzindo a obra de reforma da quadra esportiva da Comunidade da Manilha, no bairro portuário do Caju. Participou ainda da primeira edição do programa Grande Debate Infraestrutura, da CNN Brasil, tratando do leilão do Tecon Santos 10.

Em atuação conjunta com seu associado e parceiro Sindicarga, a Associação participou da aprovação do Projeto de Lei nº 7.445/2026, sancionado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro como a Lei Estadual nº 11.192/2026 — que criou o regime tributário especial RioComex, programa que concede incentivos de ICMS com o objetivo de atrair empresas de comércio exterior e fortalecer a competitividade logística do estado. Ainda em parceria com o Sindicarga, as obras de construção das novas agulhas (alças de acesso) na Avenida Brasil, na altura de Manguinhos, começaram em 30 de junho de 2026 — as alças vão facilitar a entrada e saída de caminhões em direção ao Porto do Rio, com benefícios que incluem a redução de engarrafamentos e o aumento da segurança, permitindo que veículos pesados acessem a pista central sem transitar pelas vias marginais.

O PLP 73/2025, uma articulação da Associação, foi aprovado pelo Senado e encaminhado à Câmara dos Deputados. Na Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (CEDEMAR), a Associação recebeu diploma e medalha por seu destaque na coordenação do Grupo de Trabalho de Logística e Infraestrutura, além de conquistar a coordenação do Grupo de Trabalho de Recursos Minerais do Mar (Petróleo e Gás). Por fim, foi protocolada representação junto ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP/RJ) contra a renovação antecipada da concessão da Rodovia RJ-116, em razão de ilegalidades identificadas no processo.

Muitas coisas ainda estão por vir, e novas atualizações serão feitas.

Reconhecimentos

Ao longo de sua trajetória, a LOGÍSTICA BRASIL recebeu reconhecimentos formais de instituições públicas e privadas pelo trabalho de representação do setor.

Associe-se à Logística Brasil

Para se associar à LOGÍSTICA BRASIL, o primeiro passo sugerido é a leitura do nosso Estatuto Social.

Depois de conhecer a Associação, sua estrutura, regras e a categoria em que sua empresa se enquadra, preencha o formulário ao lado. Nossa diretoria entrará em contato para conversar e enviar a proposta associativa.

Um pedido especial: se você pretende ser um fornecedor de serviços ou produtos da LOGÍSTICA BRASIL, não utilize o formulário para esta finalidade – ele é exclusivo para empresas interessadas em se associar. Utilize o e-mail contato@logisticabrasil.org, pois este é único canal disponível para tal.

Obrigado pela compreensão!

Translate »

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Caso permaneça no site, você automaticamente aceita nossas políticas.