Quem movimenta o Brasil não caminha só
Depoimentos de associadas, parceiros institucionais e imprensa
A linha do tempo da LOGÍSTICA BRASIL: uma história de diálogo qualificado, atuação técnica e persistência
A LOGÍSTICA BRASIL é uma entidade do diálogo. Resolver pelo diálogo é sempre o objetivo maior, pois, quando ele funciona, as questões podem ser solucionadas de forma mais rápida e eficiente. Mesmo quando não produz o resultado esperado, o diálogo qualifica a leitura do cenário e ajuda a definir os próximos passos. Nenhum diálogo é inútil.
Mas, infelizmente, nem sempre o diálogo resolve, porque nem sempre o outro lado está disposto a convergir. Quando todas as possibilidades de entendimento se esgotam sem resultado, e a Associação está segura de que a associada ou o setor tem um direito legítimo ao seu lado, a LOGÍSTICA BRASIL não aceita o “não” como palavra final. Ela prossegue até fazer valer esse direito, levando a discussão à instância necessária, independentemente do tempo ou do número de frentes que essa atuação exija.
Não é beligerância. É um método de atuação criado para defender os direitos legítimos das associadas e do setor. A diferença é que a Associação não desiste diante da primeira resposta negativa. Enquanto houver possibilidade de êxito, a LOGÍSTICA BRASIL continuará.
Conheça o fluxo básico de atuação institucional da LOGÍSTICA BRASIL.
Não são raras as vezes em que empresas e entidades que não conseguiram avançar sozinhas em seus diálogos procuram a Associação para seguir adiante. Quando têm um direito legítimo ao seu lado e esse direito também é relevante para o interesse público e coletivo, todas são atendidas. Trata-se de coerência com os princípios que orientam a atuação da entidade.
Representar o interesse público, o interesse da coletividade e o interesse de cada associada é uma função social, ainda que exercida por uma entidade privada. A LOGÍSTICA BRASIL trata essa responsabilidade como princípio e, por isso, faz questão de explicar como atua. Não se trata de uma formalidade, mas do dever de prestar contas a quem representa e à sociedade. Trata-se de transparência.
A LOGÍSTICA BRASIL começou a ganhar forma em 2013, a partir de uma análise crítica das fragilidades do setor logístico brasileiro. Naquele período, André de Seixas, atual Diretor-Presidente da entidade, identificou práticas de mercado que prejudicavam a eficiência operacional de embarcadores, exportadores e importadores.
O setor atravessava um período de instabilidade. Havia lacunas regulatórias, e os serviços prestados por armadores e terminais portuários não atendiam adequadamente às necessidades dos usuários. Muitas empresas, contudo, temiam retaliações caso questionassem essas práticas, o que reforçava a necessidade de uma resposta coletiva e organizada.
Foi nesse contexto que André começou a publicar artigos críticos em sites especializados. Os textos foram lidos e comentados por profissionais que enfrentavam diariamente os problemas relatados e que passaram a identificar naquele conteúdo uma possibilidade de mudança.
Com uma extensa rede de contatos no setor — uma lista de distribuição que reunia milhares de endereços eletrônicos —, André intensificou a publicação de artigos sobre a ausência de regulação e a insuficiência da atuação do Estado regulador na proteção das empresas que dependiam da infraestrutura portuária nacional e do transporte marítimo. Os envios, realizados quase diariamente, produziram resposta imediata: os próprios destinatários passaram a solicitar a inclusão de outros profissionais na lista.
Ao perceber que o movimento havia encontrado respaldo no setor, André criou, no final do primeiro trimestre de 2013, o UPRJ — Site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro. O objetivo era ampliar o alcance dos artigos e fazer com que as questões relatadas também chegassem às autoridades. Os envios por e-mail, entretanto, continuaram em ritmo intenso.
Com o avanço do movimento, ficou claro que a publicação dos artigos e a manutenção do site não seriam suficientes. Era necessário reunir as reclamações e os problemas documentados e encaminhá-los a um órgão de controle externo capaz de atuar sobre os gargalos identificados.
No final de 2013, foram protocoladas, em nome de André de Seixas, três denúncias no Ministério Público Federal (MPF). As medidas buscavam enfrentar as lacunas regulatórias relacionadas à atuação de armadores e terminais do segmento de contêineres, que afetavam diretamente empresas embarcadoras, exportadoras e importadoras. As denúncias reuniram milhares de páginas de informações e documentos, organizados ao longo de 90 dias de trabalho antes de sua entrega ao MPF.
Os protocolos foram divulgados por e-mail e pelo UPRJ, ampliando a visibilidade do movimento. O site chegou a registrar quase um milhão de visualizações de página, e as informações nele reunidas passaram a alcançar um público maior. Profissionais do setor começaram a reconhecer o UPRJ como uma ferramenta capaz de ampliar a manifestação coletiva dos usuários, enquanto autoridades e representantes políticos passaram a demonstrar interesse pelo conteúdo.
Essa visibilidade levou o movimento ao jornal Valor Econômico e também atraiu a atenção de jornalistas de veículos generalistas e especializados.
Há quem diga que a Associação nasceu de um site ou de um blog. Essa explicação, entretanto, não traduz integralmente sua origem. A entidade nasceu do inconformismo com as condições existentes e do respeito às empresas e aos profissionais que buscavam eficiência em suas operações, mas eram prejudicados pela insuficiência regulatória que caracterizava o setor naquele período. O site foi a ferramenta utilizada para documentar esses problemas, ampliar seu alcance e transformar manifestações dispersas em um movimento organizado.
O ano de 2014 começou com a adesão de Euzi Duarte Martins, atual Diretora-Executiva da LOGÍSTICA BRASIL, ao movimento iniciado no ano anterior. Foi justamente nesse ponto que a ideia de constituir formalmente uma associação começou a ganhar corpo.
Euzi defendia a criação de uma entidade que se propusesse a enfrentar, de forma organizada, o cenário de ausência de regras no setor. No primeiro semestre daquele ano, foi constituído o Comitê Provisório para a criação da Associação, marcando o início de uma nova etapa do movimento.
Ao mesmo tempo, uma mudança importante começava a ocorrer no Tribunal de Contas da União (TCU). Para modernizar a fiscalização de grandes obras, o Tribunal projetava uma ampla reestruturação, que passaria pela substituição das divisões gerais de engenharia, as Secobs, por secretarias especializadas. Esse processo culminaria na publicação da Resolução TCU nº 266, em dezembro de 2014, e na criação da SeinfraPortoFerrovia, permitindo que os auditores se concentrassem em contratos complexos de logística e concessões.
A reestruturação, contudo, havia começado antes da publicação da resolução. As equipes do TCU já procuravam temas que pudessem subsidiar as auditorias da nova estrutura quando encontraram o site UPRJ. Um auditor entrou em contato com André de Seixas e perguntou se ele desejava reunir os assuntos tratados no site — incluindo as representações anteriormente encaminhadas ao Ministério Público Federal — e formalizá-los como denúncia perante a Ouvidoria do Tribunal.
Os sistemas disponíveis naquele período impunham limites reduzidos ao tamanho dos arquivos. Por essa razão, André levou mais de cinco dias para inserir no canal de denúncias do TCU as milhares de páginas de informações e provas reunidas pelo movimento.
O material foi recebido, analisado e convertido em processo. Com a consistência das denúncias e das informações apresentadas, os próprios auditores do Tribunal passaram a procurar André em busca de novos temas. Essa interlocução ampliou o alcance do trabalho e fortaleceu o movimento, ao demonstrar que os problemas documentados poderiam subsidiar ações concretas dos órgãos de controle.
Outra frente avançou em 4 de julho de 2014, quando o grupo, ainda constituído como Comitê Provisório, realizou sua primeira reunião com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). A pauta concentrou-se na regulação de terminais portuários e armadores. André foi recebido pela Diretoria da Agência e por mais de vinte servidores, entre gerentes e superintendentes, na sala de reuniões da Diretoria-Geral.
A reunião confirmou que o caminho escolhido começava a produzir resultados: o regulador passava a reconhecer o vácuo regulatório existente. Desse encontro nasceu a primeira Agenda Positiva entre a ANTAQ e os usuários, inaugurando uma interlocução estruturada que produziria resultados nos anos seguintes.
O movimento ganhou projeção. O Comitê passou a participar de audiências públicas, ampliou sua articulação institucional e levou os problemas enfrentados pelos usuários da infraestrutura portuária e do transporte marítimo às autoridades e aos órgãos públicos. Também recebeu apoios importantes da imprensa generalista e especializada. A carga começava a ganhar voz.
Ainda em 2014, o Comitê Provisório atuou sobre a Resolução ANTAQ nº 3.274, de 6 de fevereiro de 2014 — atualmente substituída pela Resolução ANTAQ nº 72, de 30 de março de 2022 —, que disciplina a prestação dos serviços de movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral em instalações portuárias públicas e privadas.
Nesse mesmo período, o Comitê alcançou um resultado inédito no país. Após um terminal de contêineres do Rio de Janeiro aplicar aumentos abusivos em seus preços de armazenagem, o grupo levou o caso à ANTAQ. A Agência suspendeu os reajustes e determinou que o terminal devolvesse aos importadores milhões de reais pagos a maior.
Ao final de 2014, o movimento já havia constituído um Comitê Provisório, estabelecido interlocução com o TCU e a ANTAQ, participado de audiências públicas, contribuído para discussões regulatórias e alcançado seus primeiros resultados administrativos. Em poucos meses, aquela iniciativa produziu avanços que estruturas tradicionais não haviam conseguido alcançar em anos. A ideia surgida em 2013 adquiria, progressivamente, forma, legitimidade e capacidade de representação institucional.
A criação formal de uma associação foi, desde o início, defendida por Euzi Duarte Martins, atual Diretora-Executiva da entidade. André de Seixas, naquele momento, estava concentrado em promover mudanças no setor e considerava que o trabalho realizado pelo movimento já havia cumprido parte relevante desse propósito.
As iniciativas desenvolvidas desde 2013 haviam exigido tempo, produzido desgaste e afetado sua atividade profissional. O setor atravessava um período de retração provocado pelos escândalos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato, com impactos sobre empresas, investimentos e relações comerciais. Nesse contexto, clientes reduziam negócios, e André não pretendia assumir uma nova estrutura institucional. Euzi, entretanto, insistia na criação da Associação.
Em dezembro de 2014, foi realizada a Assembleia Geral de Fundação (AGF), na Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio de Janeiro (BGARJ), na cidade do Rio de Janeiro. Euzi conduziu as articulações necessárias para viabilizar a constituição da entidade.
Foram necessárias duas Assembleias Gerais de Fundação. Embora a primeira tivesse reunido quórum suficiente e qualificado, não foi possível preencher os cargos de Presidência e Vice-Presidências previstos na proposta de Estatuto Social.
Euzi prosseguiu com a organização de uma segunda Assembleia, que também reuniu quórum suficiente e qualificado. Nessa ocasião, convenceu André a assumir o cargo de Diretor-Presidente, comprometendo-se a permanecer ao seu lado como Diretora-Executiva. A partir dessa decisão, os demais profissionais do setor presentes se dispuseram a ocupar os outros cargos, atendendo aos requisitos estabelecidos na proposta de Estatuto.
Concluída a etapa assemblear, teve início o processo de registro. Em 17 de junho de 2015, o Estatuto Social foi deferido e registrado no Registro Civil das Pessoas Jurídicas (RCPJ). Com o registro do ato constitutivo, a entidade adquiriu personalidade jurídica sob sua primeira denominação social: Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (USUPORT-RJ).
A partir desse marco, a Associação iniciou formalmente suas atividades, inicialmente voltadas ao fortalecimento do setor logístico fluminense, embora já tratasse de questões com repercussão nacional.
A obtenção da personalidade jurídica, entretanto, não resumiria o ano de 2015. O trabalho iniciado nos anos anteriores começava a produzir resultados, enquanto a Associação ampliava sua atuação para além do Rio de Janeiro.
Ainda em 2014, tornou-se evidente que a superação dos gargalos do setor exigiria diálogo direto com as instâncias responsáveis pelas decisões. Como a exploração dos portos e dos transportes aquaviários, a legislação sobre o tema e a regulação setorial se concentram, em grande parte, na esfera federal, as principais mudanças pretendidas passavam necessariamente por Brasília.
Por essa razão, a partir de 2015, a Associação passou a atuar de forma sistemática na capital federal, mantendo presença constante e uma agenda institucional direcionada aos órgãos responsáveis pela formulação de políticas públicas, pela regulação e pela elaboração das leis aplicáveis ao setor. Essa atuação foi iniciada mesmo diante das limitações orçamentárias de uma entidade recém-constituída.
Naquele período, havia em Brasília um vácuo de representação institucional dos usuários da infraestrutura — especialmente embarcadores, importadores e exportadores. A Associação passou a ocupar esse espaço, levando as demandas da carga aos ambientes em que as decisões regulatórias e legislativas eram tomadas.
Ao mesmo tempo, 2015 também foi marcado por resultados no Rio de Janeiro. Com a aproximação dos Jogos Olímpicos de 2016, foram impostas restrições aos acessos aquaviário e rodoviário ao Porto do Rio de Janeiro. As medidas estavam relacionadas tanto aos treinamentos das competições de vela quanto aos impactos do evento sobre a mobilidade urbana, especialmente na Avenida Brasil. A Associação teve papel central na construção das soluções que preservaram o funcionamento das operações portuárias.
Ainda naquele ano, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) abriu a primeira audiência pública destinada à elaboração da norma que passaria a regular a atuação dos armadores do segmento de contêineres e a estabelecer direitos e deveres na relação com os usuários. O processo regulatório prosseguiria em 2016, quando uma segunda audiência pública seria necessária para avançar na construção da norma.
Esses acontecimentos representam apenas parte do trabalho desenvolvido em 2015. Ao mesmo tempo que consolidava sua atuação no Rio de Janeiro, a Associação estabelecia presença em Brasília, ampliava sua capacidade de interlocução e acumulava experiência nos processos regulatórios e legislativos que definiriam sua atuação nos anos seguintes.
A denúncia encaminhada ao Tribunal de Contas da União em fevereiro de 2014 produziu seus primeiros resultados dois anos depois. Em junho de 2016, após acompanhamento permanente e sucessivos peticionamentos técnicos destinados a fortalecer o processo TC 004.662/2014-8, o TCU determinou que a ANTAQ passasse a regular a atuação de armadores — nacionais e estrangeiros — e terminais portuários.
Foi uma das vitórias mais importantes da história da Associação: uma decisão histórica e inédita, cujos efeitos permanecem presentes em diversos normativos da Agência Reguladora e beneficiam milhares de empresas donas de carga em todo o país.
O segundo marco de 2016 ocorreu em julho, com a associação da Posidonia Shipping — companhia de navegação genuinamente brasileira que atravessava um período de crescimento. Com a empresa, chegou à LOGÍSTICA BRASIL seu CEO, Abrahão J. Salomão.
Suas contribuições técnicas seriam decisivas no combate à concentração de mercado na navegação de cabotagem. A entrada de Abrahão representou um ponto de virada: a curva de aprendizado técnico da entidade deu um salto, e a qualidade de sua atuação avançou na mesma proporção.
O ano ainda reservava outro movimento relevante. A ANTAQ reabriu a audiência pública destinada à construção da norma de direitos e deveres dos usuários, e a Associação apresentou uma contribuição com mais de 80 páginas — técnica, robusta e fundamentada —, amplamente aproveitada pela Agência.
Encerrando um ano de trabalho intenso e resultados concretos, a Associação viveu outro momento importante para sua consolidação institucional: concedeu entrevista à GloboNews sobre a regulação dos armadores, levando a discussão a uma emissora de alcance nacional.
Como esta linha do tempo resume uma trajetória extensa, marcada por trabalho, resultados e avanços, apenas alguns dos muitos temas tratados pela Associação podem ser registrados aqui.
Um dos acontecimentos mais importantes desse período ocorreu em dezembro de 2017. A atuação iniciada anos antes para que a ANTAQ regulasse os armadores nacionais e estrangeiros — especialmente no segmento de contêineres — produziu seu primeiro grande resultado normativo.
Em 21 de dezembro de 2017, a Agência publicou, no Diário Oficial da União, a Resolução Normativa nº 18, atualmente substituída pela Resolução ANTAQ nº 62, de 29 de novembro de 2021. Foi uma norma histórica, considerada por especialistas uma das melhores normas *on paper* do mundo sobre o tema. Seus dispositivos começaram a oferecer às empresas usuárias instrumentos regulatórios para enfrentar as diversas externalidades causadas, principalmente, por armadores estrangeiros do segmento de contêineres.
Outros resultados se sucederam, e a Associação passou a alcançar projeção nacional. O aumento das demandas e a dimensão das pautas demonstraram que uma estrutura de alcance regional já não era suficiente. A expansão tornou-se uma necessidade estratégica para que a entidade pudesse representar, com eficiência, os usuários dos transportes em todo o país.
Nesse mesmo processo de ampliação, uma denúncia apresentada em 2015 contra a lentidão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) também produziu resultados. A Agência implantou o registro das licenças de importação sobre o veículo transportador e, em 2019, adotou a gestão de riscos.
A dimensão da mudança pode ser medida pelos próprios números da ANVISA. Na véspera da entrada em funcionamento da gestão de riscos, havia 11 mil licenças de importação em atraso. Em quatro dias, esse número caiu para pouco mais de 500.
Segundo a análise de resultados realizada pela própria Agência, o movimento iniciado pela Associação gerou uma redução de quase R$ 3 bilhões nos custos de armazenagem suportados pelos importadores. Esse valor não incluiu as despesas com sobre-estadia de contêineres nem os gastos de energia elétrica das unidades frigorificadas, o que amplia ainda mais a dimensão econômica do resultado.
A Associação também passou a atuar de forma permanente no Congresso Nacional, fortalecendo sua presença em Brasília e criando as bases para estruturar suas próprias Relações Governamentais. Tratava-se de uma frente complexa e estratégica, que ampliou a experiência, a capacidade de articulação e a maturidade institucional da entidade.
Em 8 de junho de 2020, em meio à pandemia, a entidade alcançou um marco histórico. Durante Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE), foi aprovada a mudança de sua denominação social para LOGÍSTICA BRASIL – Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística, consolidando formalmente sua atuação em escala nacional.
A nova denominação social e a expansão nacional representaram marcos importantes na trajetória da Associação. O grande divisor de águas de 2020, contudo, foi a reforma do Estatuto Social.
A partir de uma proposta apresentada pelas próprias associadas e aprovada por unanimidade, o cargo de Diretor-Presidente passou a contar com autonomia decisória, sem a necessidade de convocar assembleias, conselhos ou outras instâncias deliberativas para cada decisão executiva.
A mudança retirou amarras que normalmente tornam mais lentas as entidades representativas. Com o novo modelo, a LOGÍSTICA BRASIL ampliou sua agilidade decisória e passou a responder com ainda mais eficiência às demandas das associadas e dos mercados em que elas atuavam.
Mas 2020 não se resumiu à transformação institucional da entidade. Trabalhos iniciados em anos anteriores começavam a produzir resultados, enquanto matérias legislativas relevantes para o setor e para os usuários avançavam no Congresso Nacional.
Entre elas estava o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 30/2020, decorrente da Medida Provisória nº 945, que retirava dos usuários o direito à modicidade de preços previsto na Lei dos Portos. Também tramitava o Projeto de Lei nº 4.199/2020, encaminhado pelo Poder Executivo à Câmara dos Deputados com urgência constitucional. Nesse regime, a proposição poderia impedir a deliberação de outras matérias caso não fosse apreciada dentro do prazo constitucional.
A Associação precisou acompanhar simultaneamente duas proposições capazes de produzir efeitos estruturais sobre os usuários e o setor. Tudo isso ocorreu em meio à pandemia, período em que a Diretoria precisou viajar e manter sua atuação institucional diante de riscos ainda desconhecidos e do cenário de instabilidade instalado no Brasil e no mundo.
O período entre 2021 e 2025 correspondeu à metade da trajetória da Associação até aquele momento. A pandemia ainda produzia efeitos sobre o Brasil e o mundo, e a emergência de saúde pública de importância nacional somente foi encerrada no país em maio de 2022. Mesmo diante desse contexto, a LOGÍSTICA BRASIL transformou a maturidade adquirida nos anos anteriores em novos resultados concretos — e foram muitos, registrados no site, nas redes sociais da entidade e na imprensa.
Entre os principais resultados, foi inaugurada a Avenida Portuária, principal acesso ao Porto do Rio de Janeiro. Também foi implementado o Sistema de Gestão de Acesso Docas (SGAD), destinado ao controle do acesso de pessoas e veículos aos portos organizados do Rio de Janeiro, após seis anos de atuação da Associação.
No plano regulatório e legislativo, a LOGÍSTICA BRASIL teve atuação decisiva na construção da Lei do BR do Mar, trabalhando para impedir a cartelização da navegação doméstica. Também contribuiu para garantir a manutenção do direito dos usuários à modicidade de preços na Lei dos Portos.
No Tribunal de Contas da União, a Associação ampliou sua credibilidade técnica, obteve a suspensão de regras anticompetitivas de afretamento e viu sua denúncia sobre a cobrança de sobre-estadias de contêineres produzir efeitos.
E os resultados não pararam por aí. No Rio de Janeiro, a entidade mobilizou-se perante o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e a imprensa contra a ADPF das Favelas. Em atuação conjunta com outras entidades, evitou a imposição de restrições ao tráfego de caminhões na Avenida Brasil durante a entrada em operação do BRT Transbrasil, preservando o abastecimento e o acesso ao Porto do Rio de Janeiro.
A LOGÍSTICA BRASIL também atuou no Projeto de Lei nº 733/2025 e articulou o Projeto de Lei Complementar nº 73/2025, voltado à proteção do orçamento das agências reguladoras.
Em outra frente, trabalhou ao lado de diversas entidades e da Marinha do Brasil para retirar o art. 27 do Projeto de Lei nº 3.899/2012, conhecido como Projeto de Lei da Economia Circular, durante sua votação na Câmara dos Deputados. O dispositivo traria prejuízos severos à navegação brasileira e poderia elevar os custos dos fretes em bilhões de dólares.
A Associação ajuizou, ainda, Ação Civil Pública contra a renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e participou de diversas audiências públicas no Congresso Nacional. O período encerrou-se com a LOGÍSTICA BRASIL reconhecida como interlocutora no processo relacionado ao leilão do Tecon Santos 10.
Mas o principal destaque desse período foi a celebração dos dez anos da Associação, em 2025. A LOGÍSTICA BRASIL recebeu uma Moção de Aplausos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e placas de reconhecimento concedidas por diversas entidades.
A celebração reuniu associados, parceiros e pessoas que participaram da construção de sua história. Foi um momento de reconhecimento da trajetória iniciada em 2013, formalizada juridicamente em 2015 e consolidada, ao longo da década seguinte, por resultados institucionais, regulatórios e de infraestrutura. Foi um momento maravilhoso e inesquecível.
O ano de 2026 começou a todo vapor. Três novas diretorias foram criadas na estrutura da LOGÍSTICA BRASIL, incorporando profissionais experientes e reconhecidos por suas competências nos respectivos setores e ampliando a qualidade técnica do trabalho desenvolvido pela Associação.
Comércio Exterior e Aduanas — Diretora Célia Regina Gomes
Objetivo: fomentar a competitividade por meio de representação técnica, modernização do ambiente aduaneiro, simplificação de processos, aumento da eficiência e redução de custos.
Petróleo, Gás e Energia — Diretora Amanda Pires
Objetivo: promover segurança jurídica, transparência e competitividade, com foco na eficiência do descomissionamento de plataformas e na sustentabilidade fiscal do Repetro.
Logística e Infraestrutura — Diretor Delmo Pinho
Objetivo: participar ativamente de audiências públicas e processos licitatórios, acompanhando contratos e investimentos para contribuir com a construção de um ambiente regulatório equilibrado e transparente.
Em 2026, a Associação também realizou sua primeira ação social. A entidade conduziu a reforma da quadra esportiva da Comunidade da Manilha, localizada no Caju, bairro que abriga parte da zona portuária do Rio de Janeiro.
A LOGÍSTICA BRASIL participou ainda da primeira edição do programa Grande Debate Infraestrutura, da CNN Brasil, no qual debateu o processo relacionado ao leilão do Tecon Santos 10.
Em atuação conjunta com seu associado e parceiro Sindicarga, a Associação participou da aprovação do Projeto de Lei nº 7.445/2026, posteriormente sancionado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro como Lei Estadual nº 11.192/2026. A norma criou o regime tributário especial RioComex, que concede incentivos de ICMS para atrair empresas de comércio exterior e ampliar a competitividade logística do estado.
A parceria com o Sindicarga também produziu resultados na Avenida Brasil. Em 30 de junho de 2026, foram iniciadas, na altura de Manguinhos, as obras de construção das novas agulhas — alças destinadas a facilitar a entrada e a saída de caminhões em direção ao Porto do Rio de Janeiro.
As novas estruturas permitirão que veículos pesados acessem a pista central sem transitar pelas vias marginais, contribuindo para reduzir congestionamentos e ampliar a segurança viária.
No Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar nº 73/2025, articulado pela Associação, foi aprovado pelo Senado Federal e encaminhado à Câmara dos Deputados.
Na Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (CEDEMAR), a LOGÍSTICA BRASIL recebeu diploma e medalha em reconhecimento ao trabalho realizado na coordenação do Grupo de Trabalho de Logística e Infraestrutura. A Associação também conquistou a coordenação do Grupo de Trabalho de Recursos Minerais do Mar, dedicado às áreas de petróleo e gás.
Em outra frente, foi protocolada representação no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) contra a renovação antecipada da concessão da Rodovia RJ-116, em razão das ilegalidades identificadas no processo.
O ano ainda está em curso. Novos acontecimentos e resultados serão incorporados a esta linha do tempo à medida que forem produzidos.
Reconhecimentos
Ao longo de sua trajetória, a LOGÍSTICA BRASIL recebeu reconhecimentos formais de instituições públicas e privadas pelo trabalho de representação do setor.
ASSOCIE-SE À LOGÍSTICA BRASIL
Para se associar à LOGÍSTICA BRASIL, o primeiro passo sugerido é a leitura do seu Estatuto Social e do seu Código de Ética e Compliance.
Após conhecer formalmente a Associação, sua estrutura, regras e a categoria em que sua empresa se enquadra, preencha o formulário ao lado. A Diretoria da Associação entrará em contato para conversar, entender suas pautas e seus propósitos, e enviar a proposta associativa.
Um pedido especial aos fornecedores: se você pretende ser um fornecedor de serviços ou produtos da LOGÍSTICA BRASIL, não utilize o formulário para esta finalidade – ele é exclusivo para empresas interessadas em se associar. Utilize o e-mail contato@logisticabrasil.org, pois este é único canal disponível para tal.
Obrigado pela compreensão!