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Institucional
A reestruturação que a Associação passou em 2020 (saiba mais clicando aqui) representou muito mais do que uma mudança de denominação social e abrangência territorial na sua atuação: a alteração do estatuto foi o ponto mais relevante, pois colocou o interesse público no centro da sua atuação, trazendo modificações importantes que resultaram em:
A relação da LOGÍSTICA BRASIL com os agentes dos setores em que suas associadas operam é um dos pilares menos visíveis, e mais decisivos, da atuação da Associação. Por isso, dedicamos a este tema um espaço mais detalhado do que o habitual: entender como equilibramos diálogo, disputa legítima e defesa de interesses comuns é entender, na prática, como a LOGÍSTICA BRASIL entrega resultado.
Na LOGÍSTICA BRASIL, armadores e terminais, incluindo e destacando os do segmento de contêineres, são tratados com muito respeito e jamais como inimigos. Antes de qualquer disputa no âmbito contencioso, eles são vistos como provedores logísticos dos usuários que a Associação representa precipuamente — embarcadores, exportadores e importadores. Assim como os representados da Associação precisam de boa saúde financeira, é justo que o mesmo valha para seus provedores logísticos. Isso se chama equilíbrio.
E é justamente a necessidade de equilibrar essas complexas relações comerciais que faz do diálogo qualificado e técnico uma ferramenta indispensável para conduzir essa construção relacional positiva. É neste ponto que entra a experiência dos(as) Diretores(as) da Associação, que conhecem a realidade, os gargalos e as dificuldades das empresas dos setores em que as associadas operam, pois todos já operaram logística na prática, e não apenas na teoria. Não é autoafirmação: é essa vivência prática que dá à LOGÍSTICA BRASIL a autoridade técnica para conduzir diálogos em bases fáticas, bem como para buscar o prosseguimento pela via contenciosa — uma exceção — quando as tratativas comerciais se esgotam.
Faz-se necessário dar destaque às relações com os armadores e terminais do segmento de contêineres, porque eles são responsáveis pelo atendimento à esmagadora maioria das empresas embarcadoras. Trata-se de um segmento que é mundialmente concentrado em poucos atores, tanto na navegação quanto na operação portuária, o que por si só justifica um olhar mais profundo e a aplicação de remédios regulatórios e concorrenciais eficientes. Contudo, é importante ressaltar que há um abismo entre ser adversário e ser inimigo. O termo adversário vem do latim adversarius, designação dada a quem discorda de um tema, mas reconhece que regras são fundamentais. Logo, mesmo no âmbito contencioso, o princípio do respeito mútuo jamais se perderá.
Esse equilíbrio, no entanto, não se resume à relação direta entre a Associação e seus agentes de interesse — ele se estende à capacidade de reconhecer quando a disputa pontual deve ceder lugar à defesa conjunta de um interesse comum a todo o setor. E não se pode ignorar o fato de que, mesmo havendo posições diametralmente opostas em determinados temas, existe o momento em que todos os agentes dos setores são obrigados a se unir para defender aquilo que é um bem comum a todos eles. Diversos exemplos de união poderiam ser citados, e a atuação da LOGÍSTICA BRASIL pode ser verificada e atestada em sua página de resultados. Contudo, um em especial merece destaque: a derrubada do Art. 27 do PL 3.899/12, que trata da Economia Circular, no segundo semestre de 2025, quando votado no plenário da Câmara. Se este dispositivo fosse aprovado, a navegação do Brasil mergulharia em um mar de burocracias intermináveis, com reservas de mercado a empresas que prestam serviços aos armadores, dentre outras externalidades negativas, além de trazer riscos à própria segurança da navegação — motivação que levou a Marinha do Brasil, autoridade marítima responsável pela matéria em suas próprias normas, a atuar ativamente no processo.
O prejuízo era medido na casa de bilhões de dólares, tamanha a dimensão dos problemas que culminariam no aumento do tempo de operação dos navios no país — e todos sabem que o navio tem valor fixado por dia para a formação dos valores de afretamentos e fretes. O projeto tramitava em regime de urgência, entrando toda semana na pauta do plenário, o que exigiu da LOGÍSTICA BRASIL presença ininterrupta em Brasília por 16 semanas seguidas. Junto com a assessoria parlamentar da Marinha do Brasil, a Associação teve reconhecido protagonismo nesse processo, contando com o apoio de dezenas de entidades setoriais que representam agentes de diferentes espectros, muitos que em algumas oportunidades adversaram com a Associação.
Esse é apenas um exemplo — mas é o tipo de exemplo que sintetiza bem o método da Associação: diálogo como regra, disputa pontual quando necessária, e união em torno do que é bem comum sempre que o setor precisa falar com uma só voz. Não à toa, quando você estiver na nossa página de resultados e ler o primeiro tópico — “Premissa básica” — entenderá o motivo que faz a Associação declarar abertamente que “não se constrói nada sozinho”. E o mesmo que vale para a iniciativa privada, vale para o setor público. Setores desunidos e sem diálogo não contribuem para o desenvolvimento do país, para o interesse público, muito menos para o bem-estar social, que deve nortear o trabalho de qualquer entidade sem fins lucrativos.
Com presença permanente em Brasília, a LOGÍSTICA BRASIL atua como interlocutora técnica junto às autoridades regulatórias, aos ministérios e aos Poderes Executivo e Legislativo. No Congresso Nacional, sua atuação é pautada por rigor técnico, ética inegociável e razoabilidade estratégica, seguindo à risca seu Estatuto Social e seu Código de Ética e Compliance. A Associação acompanha os projetos de lei mais relevantes para o setor e possui histórico de resultados que contribuíram para moldar o ambiente regulatório atual.
A atuação constante e eficiente da Associação ampliou sua base de associados, hoje composta por:
As decisões da LOGÍSTICA BRASIL são fundamentadas em análise de dados e cenários reais. Em diversas ocasiões, a Associação divergiu do entendimento predominante no setor para defender, de forma coerente e técnica, o que considera correto para o país no longo prazo, independentemente de conveniências ou interesses de ocasião.
A Associação assumiu a responsabilidade de enfrentar os desafios técnicos mais complexos do setor, com representação orientada à sua cultura de resultados.
O desenvolvimento do setor logístico depende de equilíbrio. Para tal, é necessário regulação (em sentido amplo) eficiente e infraestrutura que ofereça o que a Lei define como Serviço Adequado — que satisfaça as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na prestação e modicidade de preços e tarifas.
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